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Chegou-se de mansinho,
entrou sem pedir licença,
acomodou-se...
instigou a fantasia,
despertou na fêmea adormecida
o desejo,
a sofreguidão,
a volúpia.
Foi seu desatino,
seu vinho embriagante,
seu momento alucinante,
foi ternura dissimulada,
uma paixão desvairada;
foi chuva de verão,
invernando um coração.

Mônica Amélia
Maceió
27 de julho de 2001 |
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